Wednesday, January 24, 2007

Ressentindo sem ressentimentos
Ontem li um pequeno ensaio de Edward Said sobre os intelectuais. São 4, 5 ou 6 que compõem o livro. É da Cia das Letras. Traduzido pelo M. Hatoum. Gostei da leveza do ensaio. E concordo em gênero, número e grau no que ele diz. Estamos nos ressentindo de intelectuais desse naipe, que falam o que todos querem ouvir. Uma voz de passarinho. Li o ensaio em duas partes. A primeira foi logo após a programação da cultura que julguei boa ontem - (Um documentário sobre Barbosa Sobrinho, e lá vemos Hélio Fernandes, Montuello, Brizola e Darcy Ribeiro. Nunca li nada de Darcy Ribeiro. Tenho os seus dois livros ainda lá nas minhas estantes parados. Sei que tem gente do meio que desgosta um pouco dele. Eu só o conheci por entrevistas, e achava-o genial. Aquela coisa das mulheres, fugir do câncer para escrever um livro, as índias e esse ufanismo que de uma certa forma se faz necessário -- depois Hermínio Belo de Carvalho). A segunda foi para aplacar uma insônia lá pelas três e pouco de la matina. E não quero entrar aqui em maniqueísmos tolos. Precisamos antes ver as sínteses do que as contradições. Eu que tanto aqui falo nessa contradição do Paradoxo do Zero.

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