Temos que encarar de frente
Na verdade o homem tem medo, porque não consegue dominar o aleatório. Por isso subjaz o embate entre ciência e religião. A religião surge onde a ciência fracassa e vice-versa. Quando o homem conseguir dominar todo o sistema onde estará inserido, ele não terá mais razão para crer. A religião sempre dominará, enquanto a ciência não conseguir sistematizar a totalidade do mundo: seus eventos futuros e suas idiossincrasias. Se querem um exemplo: atentem para o triste episódio do metrô. Quando aquela senhora -que infelizmente veio a falecer - iria supor que estaria fadada ao seu destino? Foi o imponderável (o aleatório) que a venceu. Que costumamos denominar de destino. Não conheço nada de física quântica, mas vou procurar entender um pouco. Se fôssemos analisar como num jogo de xadrez todas as possibilidades do dia -- nem um bunker nós montaríamos. A vida só é possível graças ao esquecimento. E é engraçado como nesse mundo neo ou pós-moderno valorizamos em demasia a nossa memória. Ás vezes penso: será que não seria melhor se fôssemos mais esquecediços? Mas viver sem memória também seria, a meu ver, o maior dos fracassos...
Saturday, January 20, 2007
Literatura, Textos, Fragmentos, outros ainda não catalogados.
About Me
- Name: wilson luques costa
Wilson Luques Costa é brasileiro. Nascido na cidade de São Paulo em 15 de fevereiro de 1960, é diplomado em jornalismo e pós-graduado em psicologia. Publicou dois livros na literatura e freqüentou cursos de mestrado em educação e filosofia. De 2003 a 2005, cursou módulos livres e instrumentais de grego e latim. Em 2003,escreveu um ensaio filosófico, registrado na Biblioteca Nacional, denominado de O Paradoxo do Zero. Atualmente é professor de filosofia do ensino médio. Vive e reside em São Paulo.
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